Sao Paulo. Taller Internacional de Proyectos

26/03/2011

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Sólo el 10% de la población mundial tiene acceso a la Arquitectura. Es el momento de repensar el futuro de la profesión: Cambiar el diseño por el compromiso puede ser una buena alternativa.

 

Del 2 al 9 de abril se desarrollará en la ESCOLA DA CIDADE, Sao Paulo, Brazil, el

VI SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PROJETO URBANO.

Habitação e Educação na Cidade Contemporânea. Hábitat y educación en la ciudad contemporánea,

donde se intentará ofrecer alternativas a las áreas denominadas Favela Cavalo Branco y Angelo Tarsini.

• Coordenação: Andrea Tapia y Ruben Otero

• Parcerias: Facoltá di Architettura ad Alghero UNISS (Itália), The Royal Danish Academy of Fine Arts (Dinamarca), Facultad de Arquitectura y Urbanismo UNLP (Argentina), Escuela Superior de Arquitectura de Granada (Espanha), Peking University (China), Turenscape Institute (China), Prefeitura de São Paulo (Brasil), Programa Habitat da Organização das Nações Unidas (ONU)

• Palestrantes/Professores Convidados: Prof. Emilio Tomas Sessa (Facultad de Arquitectura UNLP), Prof. Ubaldo Garcia Torrente (Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Granada), Profa. Marisol Garcia Torrente (Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Granada), Profa. Maria Gomez Guillamon (The Royal Danish Academy of Fine Arts), Prof. Vicki Thake (The Royal Danish Academy of Fine Arts), Prof. Horacio Casal (Facoltá di Architettura UNISS), Profa. Andrea Tapia (Facoltá di Architettura UNISS), prof. Paulo Renato de Mesquita Pellegrino (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP), Profa. HAN Xi-li (Peking University)

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1. APRESENTAÇÃO

O escopo do presente Relatório compreende serviços de apoio técnico e gerencial ao Programa Mananciais – Guarapiranga / Billings, e tem por finalidade apresentar resumidamente a situação atual da área denominada Favela Cavalo Branco, no núcleo Cavalo Branco código de área 170 e de servir como subsídio para definições e intervenções.

2. LOCALIZAÇÃO

A favela Cavalo Branco está localizada na zona sul do município de São Paulo, na margem esquerda do Reservatório Guarapiranga, distante cerca de 26 km do centro de São Paulo, tendo como principais vias de acesso a Estrada do Embu – Guaçu, Av. Dos Funcionários Públicos e Rua Anatoli Liadov.

Nas ilustrações apresentadas a seguir, podemos visualizar a favela no contexto da região.

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3. ÁREA DE ESTUDO

A favela Cavalo Branco com 1.000 famílias é uma área de aproximadamente 180.000,00 m2, que apresenta característica altamente adensada.

A parte Norte da área de estudo conta com redes de distribuição de água e coleta de esgotos sanitários e tem uma ocupação predominantemente ordenada. E a parte Sul não possui rede coletora e conta com a rede de distribuição de água somente nas principais vias de circulação e tem uma ocupação predominantemente desordenada, sendo que os domicílios cujos acessos é feitos por vias estreitas ou vielas utilizam-se de redes informais para se abastecerem de água.

A área em estudo está delimitada pela Av. dos Funcionários Publico e pelas ruas Anatoli Liadov, Ângelo Tarchi e Maria Trevisan, é composta por moradias em alvenaria, ocupadas por famílias de baixo nível de renda, típicas da fuga para núcleos urbanos, com ocupação não planejada.

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4. VISTORIAS DE CAMPO

Com os dados e informações obtidas, os técnicos do Consórcio JNS/ HagaPlan, realizaram vistorias de campo objetivando o levantamento das condições atuais, percorrendo-se todas vielas e ruas de acesso para o reconhecimento da área, do meio físico, da infra-estrutura urbana existente e áreas livres disponíveis, os quais foram registrados através de mapas esquemáticos e de relatório fotográfico apresentados a seguir.

A Favela Cavalo Branco caracteriza-se por ser altamente adensada com as construções em alvenaria na sua quase totalidade, sendo a maioria com um ou dois pavimentos.

A área pode ser dividida em dois tipos de ocupações:

• Ocupação ordenada – localizada nas cotas mais elevadas tanto na parte Norte, quanto na parte Sul, tendo como acesso comum a Avenida dos Funcionários Públicos e as principais vias de penetração as Ruas Anatoli Liadov.e Maria Trevisani, respectivamente ao Norte e ao Sul;

• Ocupação desordenada – localizada nas cotas mais baixas na região central acompanhando o córrego até o extremo Sudeste, sendo visível a diferença, pois as vias neste local não conta com infra-estrutura nem se encontram pavimentadas, e o acesso são feitas por vias secundárias, tais como, as ruas Ana Lucia de Amicis, Benjamin Cosin, Charles Rague e Carlo Caproli, entre outras.

No primeiro tipo de ocupação o acesso das moradias é feito diretamente com as vias públicas que permitem a circulação de veículos, já no segundo, o acesso das moradias é feito através de ruas sem pavimentos (ver Foto 03) ou vias improvisadas sem condições de circulação de veículos pesados. Impedindo assim a coletada de lixo na porta das moradias entre outras restrições em vários pontos.

Foi detectada a existência de área de risco geotécnico, (ver Foto 09), que aliado a autoconstrução, geralmente é inadequada para o tipo de terreno, podendo causar riscos.

Na Favela Cavalo Branco existem alguns locais “pulverizados” sem ocupação, porém sem condições de implantar novas unidades habitacionais para recolocação de possíveis moradias que deverão ser retiradas para implantação de infra-estrutura (rede de distribuição de água, rede coletora de esgoto, sistema de drenagem, abertura e pavimentação de ruas, vielas e escadarias).

Deve ser salientado que no entorno da área de estudo existem locais propícios a implantação de conjuntos habitacionais, devendo ser analisado a possibilidade de uso pelo poder público, visando equacionar à questão das famílias a serem removidas.